domingo, 10 de junho de 2012

Devaneios na chuva.


Devaneios na chuva. Um dia de chuva, alias uma chuva fraca, porem constante, é como nossos pensamentos que fluem em nosso ser, todo os dias paramos e pensamos sobre nossas vidas e como a temos vivido, sempre fazemos isso, para refletir sobre ela e analisar e encontrar algum sentido em tudo que vivemos, pensamos na morte, “a grande invenção da vida”, já diria Steve Jobs, percorremos em um dialogo com nossa consciência, analisamos os fatos vividos e o que podemos viver, e tudo isto depende de nossas decisões, sendo que esta pode afetar a nós e a outros que em nossa volta esta e que convive diretamente ou indiretamente, pois cada ação tomada há uma responsabilidade inevitável, por exemplo: se jogamos lixo em qualquer lugar onde não seja seu lugar adequado, por certo ocorrera algum dano para todo os viventes próximo de onde se colocou o lixo. Claro que há as ações positivas e que contribuem para o convívio natural e social, mas só expresso sobre a responsabilidade inevitável, é por que temos que ter a clareza de que por mais a ação ser mínima, há resultados muitos maiores que o agido, e se por acaso venho por a tona, é que isto me incomoda, pois não sou um ser que vive só, e se faço algo na minha vida, é por que eu convivo com o “tu”, e neste caso só há um sentido pra tudo que busco, pois há pessoas que trazem sentido em minha vida, e é real e intenso, já que uma vida de sentido só tem tal sentido, se existe motivadores que nos levam a fazer isto, e no meu caso, são as pessoas, e esta chuva me ensina muito, já que é ela em muitos casos que nos faz pensar, é até um símbolo, “lavando” nossas almas, trazendo alivio imediato, e também é alimento que nutre a natureza em geral, pois sem a água não haveria vida, e devido a seu atributo essencial, devemos preservar algo que nos faz bem não acha? Assim é as pessoas que amamos, ah!! Se todos soubesse da importância daqueles que nos traz o verdadeiro significado da vida...

domingo, 3 de junho de 2012

Critica a educaçao de fachada


A educação tóxica que cria o analfabeto funcional, com um ensino deficiente, abarca a exploração do homem pelo homem, e os opressores ainda ditam a moda do inferno e desde 1500 os verdadeiros ladrões seqüestraram os negros para os cativeiros da babilônia colonial, e hoje escravizam bolivianos na maquina de costura, são falsos moralistas protegidos pelas suas animalidades e como diz Eduardo do FC: “te querem pobre a analfabeto, pois os pobres não alfabetizados não questionam o ritmo abusivo das linhas de produção, não fiscalizam parlamentares e muito menos conseguem decifrar as raízes dos dramas que seqüestram a sua gente a gerações” . Criticar o sistema vigente só pelo simples criticar é um ato de idiotice, deve se criticar o sistema para dar voz aos sem voz, para que possamos ver a realidade além do que nos pintam, em buscas de melhorias, então a critica feita não deve ser só manifestação da indignação humana, isto é apenas o passo inicial e não se deve parar nela, deve colocar em ação os planos para a mudança (para melhor) do mundo, pois o mundo é grande, a gente é que o faz pequeno... e a educacao é a palavra chave. E deste modo, partimos com a pedagogia da autonomia de Paulo Freire que é um dialogo freireano com os docentes, dialogo de professor para professor, pondo a prova o ato docente, sua eticidade, seu comprometimento na formação de um aluno inquieto, consciente, tornando questionador de si e do mundo que o cerca, deste modo, encorajando os professores a uma educação humana, formadora e integral do ser humano, não apenas forjando os alunos para o “mercado de trabalho”, como também para sua vida e a vida humana da humanidade que transcorre na dinâmica do dia-a-dia, sendo um dialogo de comprometimento das ações educativas, que culmina numa tomada de posição progressista, cuja qual não se submete ao determinismo, ao fatalismo, pois sua ação é libertadora dos grilhões do conformismo atuante na educação tradicionalmente bancaria, pelo qual submete os alunos ao sistema de memorização e aceitação passiva dos conteúdos depositados pelo professor clássico e tradicional, e diante disto, cada linha lida na pedagogia da autonomia, é feita um choque de provocação aos professores, deixando-os deslocados, como estranho no ninho, fazendo-nos inquietar com nossa pratica de ensino, para que possamos verificar nossas ações educacionais, cuja a mudança das praticas educacionais é necessária para realizar uma educação eficaz e humana, devendo reconhecer os alunos inseridos dentro do processo educacional, na perspectiva de que lidamos com gente e não com coisas, e é deste modo que a pedagogia da autonomia vai clarificar nossas mentes para uma educação cuja finalidade é a formação transformadora que desenvolve educador e educandos.

sábado, 2 de junho de 2012

Discurso sobre o amor.


O amor é palavra que nao aprisiono, é sentimento que nao cabe num conceito, é razao que enobrece meu coracao, é o misterio diante de mim e que faz meu coracao sorrir, é passado guardado na memoria, é presente que passa por mim, é futuro com sabor de descoberta, é algo que na face de quem se ama, se mistura, se embala, com teor de causas, atos e atitudes, decidindo a realidade solida que persiste em fazer-me dizer: viver vale a pena!

domingo, 27 de maio de 2012

Um homem e seu exercito de pensamentos.

Um homem e seu exercito de pensamentos. Nas linhas tortas que o rumo desta vida quase sem previas do que possa ocorrer, o desatino e suas peripécias podem fazer suas marcas, no entanto o sangue que pulsa em nossas decisões, decide a trajetória que transcende qualquer explicação, já parou pra pensar que você nunca para de pensar? Pensamos, pois nossa essência exige este movimento real e intenso, que une a praticidade envolvida no resultado de uma batalha de um homem só e seu exercito de pensamentos, decidindo quais bandeiras astear em seu solo, muitas vezes em uma cadencia flutuante, como folhas de outono que caem no chão, amadurecemos, abdicamos de pensamentos no qual não estaríamos dispostos a dar prosseguimento em nossas vidas. Uma coisa é fato: a realidade é a única coisa que temos!! E o que importa neste exercício envolvido num oficio de continuar uma vida que contenha sentido, numa busca incessante de combustível para fazer a vida acontecer, é que não interessa o que a prisão de dogmas ditados em meio à multidão venha ditar, ou que o ceticismo venha alienar, mas o resultado de nossos pensamentos, que meio a arte de tecer sua própria liberdade, na autenticidade do que continua “escrito a mão” de nossas vivencias, meio no silencio, quase na escuridão, distante da multidão, dos holofotes que sempre nos cegam em vez de iluminar, nas luzes de velas, os pensamentos fluem em sua originalidade, não deixando de salientar os efeitos das pessoas e seus pensamentos que influem no nosso, raízes que nos afeta e não podemos ignorar, pois nenhum homem é uma ilha, somos muitos, como diz Humberto Gessinger “somos um exercito de um homem só”, nisto compartilho e incluo o exercito de pensamentos, no qual inunda nosso ser, podendo tornar-se aquilo que és, ou se afugentar em modelos sem nenhum esforço de originalidade, imbuído, anexado a mais um na multidão, por isso deve-se perceber a capacidade de pensar e sua potencialidade, lembrando que somos muito mais que pensamentos, também a riqueza do pensar só é possível se sentimos, vivemos e experenciamos esta existência partilhada em muitos exércitos de um homem só! E sem muita pressa, sem nenhuma formula exata e fechada, e muito menos uma receita pronta, que cada exército de pensamento que constituem na formação do homem seja capaz através de sua liderança, mostrar em gestos seus resultados, construindo sua vida de modo autentico e genuíno, pois só se vive uma vez. Eis aqui um homem e sua tropa, postos a defender uma vida autentica, real e intensa, e você como comanda seu exército de pensamentos?

domingo, 22 de abril de 2012

A pedagogia critica: a influencia do marxismo e da escola de Frankfurt na pedagogia de Paulo Freire.

Freire “bebe” nos pensamentos e idéias de Marx, onde este, percebe a historia como luta de classes, havendo duas classes: a burguesia e o proletariado. Sendo que a primeira oprime a outra, estabelecendo uma relação antagônica e de opressão, na qual o intuito do opressor é de subjugar o oprimido de acordo as suas necessidades de manutenção do poder que esta em suas mãos, acontecendo uma escravização do homem pelo homem. Freire soube muito bem tomara para si tal dissecação feita por Marx, e percebeu que a educação era um meio por onde o opressor agia, reprimindo a maioria em prol dos interesses burgueses, onde os alunos não aprendiam, mas que apenas assimilava, memorizava mecanicamente o que o professor repassava, sendo uma das características do que Paulo Freire denominou “educação bancaria”. Também vale a pena ressaltar que a dissecação do sistema capital do opressor, para Marx não era apenas desvelar o caráter verdadeiro da realidade histórica, mas toma-se conta de que na própria historia o oprimido não se resigna-se de forma pacifica, e o que há mesmo é uma luta de classes constante que reescreve os capítulos da historia, pois o sistema do opressor deixa falhas, já que o oprimido vai reivindicar seus direitos como homem e ser humano, como ocorreu na idade média onde o sistema feudal foi substituído aos poucos, através das lutas de conquistas dos burgueses através dos variados meios da ação humana (cultural, econômica, política, social), logo as mudanças são possíveis, dentro o qual o oprimido pode escrever novos capítulos da historia, angariando novos horizontes para a vida humana, e assim que Marx esperava, o oprimido tendo a esperança de que a mudança e a transformação é possível, fazendo pensar no atual sistema vigente, o sistema capitalista burguês, e nos conflitos que é estabelecido pelo antagonismo deste sistema, sendo que para a manutenção e “sobrevivência” continua do sistema, ele se nutre da exploração do opressor em seus variados meios, principalmente o econômico que serve de base para a esteira da exploração do homem pelo homem. E se o oprimido se vê em ta; situação de opressão, percebe que a mudança só é possível se estiverem conscientes para tal mudança, pois ninguém mudará pelos oprimidos, não haverá nenhum “salvador”ou herói que salvara sobre o jugo do opressor, se faz necessário a união do proletariado, buscando conhecer a alienação que a burguesia submeteu a classe oprimida, no qual a historia ensinada pelos burgueses como “fatalista”, destinada, não é de fato assim, mas que ela é feita de mudança e a chave para mudança esta na decisão do oprimido de romper com o sistema opressor, surgindo um novo sistema, Marx chama de comunismo, sistema que o homem não subjuga outro homem, mas se igualam no mesmo nível, tendo dignidade a todos. Freire vê este aspecto histórico de mudança, tendo uma ótica para um nova concepção de educação, a educação emancipadora, que ao contrario da bancaria, liberta os homens do sistema servil, opressor, sendo necessário combater através do “bom combate” a educação bancaria, rumando para uma educação que integra o homem em sua inteireza, assim libertando em vez de alienar, expondo em vez de impor, tornando mais dinâmico um ensino que priva pela dignidade e direitos do homem a serem tratados como seres humanos, e Freire percebe que a mudança só é possível se mudado os fundamentos e pilares que sustentam a sociedade, ou seja, a educação. A escola de Frankfurt também corrobora com Marx, estabelecendo uma critica ao sistema vigente do homem de ser e agir, críticos que vinculam suas criticas em prol da mudança, alertando os homens sobre o “progresso”cientifico e dos frutos da razão instrumental, como a industria cultural, e Freire toma conta deste fato, onde os meios opressores querem seres humanos alienados, mais distante do que poderia ser em sua autenticidade e seus pensamentos são influenciados pelas linhas de pensamento tanto de Marx, quanto de seus realçadores, os da escola de Frankfurt, que tomam a dimensão de sua criticidade para o âmbito da razão instrumental e dos seus efeitos como a industria cultural. Freire estabelece uma critica ao sistema educacional vigente, o “bancário” pois a opressão se insta-la neste tipo de concepção educacional, e Freire trata o ser humano de modo igual, todos tendo a chance de construir uma existência autentica, e por isso a educação que tanto defende, deve ser a educação emancipadora, a educação que faz com que os homens sejam criador de suas próprias historias, com toda potencia humana desenvolvida de maneira igual, portanto este tipo de educação privaria por homens que adentra na realidade vivida de modo concatenado, atento, onde outro homem não consegue subjugar o outro, por que ambos tem a mesma instrução educacional, assim criando um vinculo de relação mais humana e digna, e Paulo é um educador que pensa as condições de ensino, dando para perceber em seus escritos, que há influencias de Marx e dos da escola de Frankfurt.

sábado, 17 de março de 2012

Cantico de dionisio destinada as mulheres.

Escreva o necessario e diga a verdade, considere os rumos, desate o nó, faça seu recalque, deslize em suas memorias, considere sua atitude e consequencia, viva, dance, busque, tente e seja o mais real e sensato na vida...saber todo mundo sabe, querer todo mundo quer, é mais facil tecer palavras do que fazer...pense, aja, seja, ame, cante e diga que a vida pode ser uma melodia com suingue saboroso, mesmo em saudade, sentir que esta viva, e poder dizer: amo minha vida, minhas escolhas!

quarta-feira, 7 de março de 2012

A linguagem e seu manifesto.

A linguagem é a expressão do mundo experênciada, sendo o mundo o berço de significações, sentido de todos sentidos e o solo de todos os pensamentos, assim o sentido surge da relação do sujeito falante com o mundo, porem a construção tradicional de conceitos tendiam a acreditar que seria possível descrever o mundo por idéias fixas exatas, com linguagem puras, sendo uma palavra, ou um nome correspondente a cada objeto (sendo algo exterior), idéia, porem isto não é possível já que o mundo não é (somente) aquilo que eu penso, mas aquilo que vivo, no qual comunico, tendo a palavra como expressão, sendo sempre significativa, logo não podendo ser reduzida como linguagem pura, o mundo existe antes mesmo das nossas analises e reflexões, sendo ela a fonte de todos os nossos pensamentos e de todas a nossas percepções , já que para alcançar o verdadeiro sentido do mundo, não devemos ater as analises e deixar reflexão se findar nela com uma linguagem “pura”, pois a reflexão é acontecimento, manifestando com verdadeira criação em que o mundo é dado ao sujeito (já que não é construção de conceitos), constituindo na leitura fenomenológica a concepção de que o sujeito e o objeto não pode ser dissociado, ou seja, o mundo e eu não pode ser separado, (por exemplo a questão de quando falamos a palavra céu, não esta somente no mundo, esta também em mim) e também não podemos reduzi-la a uma concepção cientifica, pois escapa a ela e ao meio da linguagem pura o conteúdo geral do mundo (o mundo dos fenômenos) , já que ele é algo vivo e que não pode ser congelado no tempo, para ser conceituado, o mundo é reduzido, assim aquilo que nos passa despercebido com a linguagem pura, ou seja aquilo que não é refletido, se faz necessário para que seja então alcançado (refletir o irrefletido), nisto vemos de certa forma uma critica ao pensamento kantiano, que limita a linguagem e as suas formas de expressão, diminuindo as potencialidades de expressar a vida de maneira mais rica e intensa.
Portanto a linguagem tem uma dimensão expressiva, cria novas significações, revelando o modo de ser do sujeito no mundo e com os outros, tomando consciência do mundo, participando das coisas que se vê, iniciando um conhecimento da realidade através da linguagem, pois linguagem é uma realidade falante que a cada instante se inova, não sendo um sistema fechado, assim tendo a relação da palavra e corpo, como abertura para o mundo, desvelando, traduzindo o mundo fenomênico na sua existência concreta, pois isto só é possível com o contato direto com o mundo, retornando ao mundo da experiência,ao mundo da vida, assim descrevendo as coisas do mundo.