domingo, 22 de abril de 2012
A pedagogia critica: a influencia do marxismo e da escola de Frankfurt na pedagogia de Paulo Freire.
Freire “bebe” nos pensamentos e idéias de Marx, onde este, percebe a historia como luta de classes, havendo duas classes: a burguesia e o proletariado. Sendo que a primeira oprime a outra, estabelecendo uma relação antagônica e de opressão, na qual o intuito do opressor é de subjugar o oprimido de acordo as suas necessidades de manutenção do poder que esta em suas mãos, acontecendo uma escravização do homem pelo homem.
Freire soube muito bem tomara para si tal dissecação feita por Marx, e percebeu que a educação era um meio por onde o opressor agia, reprimindo a maioria em prol dos interesses burgueses, onde os alunos não aprendiam, mas que apenas assimilava, memorizava mecanicamente o que o professor repassava, sendo uma das características do que Paulo Freire denominou “educação bancaria”.
Também vale a pena ressaltar que a dissecação do sistema capital do opressor, para Marx não era apenas desvelar o caráter verdadeiro da realidade histórica, mas toma-se conta de que na própria historia o oprimido não se resigna-se de forma pacifica, e o que há mesmo é uma luta de classes constante que reescreve os capítulos da historia, pois o sistema do opressor deixa falhas, já que o oprimido vai reivindicar seus direitos como homem e ser humano, como ocorreu na idade média onde o sistema feudal foi substituído aos poucos, através das lutas de conquistas dos burgueses através dos variados meios da ação humana (cultural, econômica, política, social), logo as mudanças são possíveis, dentro o qual o oprimido pode escrever novos capítulos da historia, angariando novos horizontes para a vida humana, e assim que Marx esperava, o oprimido tendo a esperança de que a mudança e a transformação é possível, fazendo pensar no atual sistema vigente, o sistema capitalista burguês, e nos conflitos que é estabelecido pelo antagonismo deste sistema, sendo que para a manutenção e “sobrevivência” continua do sistema, ele se nutre da exploração do opressor em seus variados meios, principalmente o econômico que serve de base para a esteira da exploração do homem pelo homem.
E se o oprimido se vê em ta; situação de opressão, percebe que a mudança só é possível se estiverem conscientes para tal mudança, pois ninguém mudará pelos oprimidos, não haverá nenhum “salvador”ou herói que salvara sobre o jugo do opressor, se faz necessário a união do proletariado, buscando conhecer a alienação que a burguesia submeteu a classe oprimida, no qual a historia ensinada pelos burgueses como “fatalista”, destinada, não é de fato assim, mas que ela é feita de mudança e a chave para mudança esta na decisão do oprimido de romper com o sistema opressor, surgindo um novo sistema, Marx chama de comunismo, sistema que o homem não subjuga outro homem, mas se igualam no mesmo nível, tendo dignidade a todos.
Freire vê este aspecto histórico de mudança, tendo uma ótica para um nova concepção de educação, a educação emancipadora, que ao contrario da bancaria, liberta os homens do sistema servil, opressor, sendo necessário combater através do “bom combate” a educação bancaria, rumando para uma educação que integra o homem em sua inteireza, assim libertando em vez de alienar, expondo em vez de impor, tornando mais dinâmico um ensino que priva pela dignidade e direitos do homem a serem tratados como seres humanos, e Freire percebe que a mudança só é possível se mudado os fundamentos e pilares que sustentam a sociedade, ou seja, a educação.
A escola de Frankfurt também corrobora com Marx, estabelecendo uma critica ao sistema vigente do homem de ser e agir, críticos que vinculam suas criticas em prol da mudança, alertando os homens sobre o “progresso”cientifico e dos frutos da razão instrumental, como a industria cultural, e Freire toma conta deste fato, onde os meios opressores querem seres humanos alienados, mais distante do que poderia ser em sua autenticidade e seus pensamentos são influenciados pelas linhas de pensamento tanto de Marx, quanto de seus realçadores, os da escola de Frankfurt, que tomam a dimensão de sua criticidade para o âmbito da razão instrumental e dos seus efeitos como a industria cultural.
Freire estabelece uma critica ao sistema educacional vigente, o “bancário” pois a opressão se insta-la neste tipo de concepção educacional, e Freire trata o ser humano de modo igual, todos tendo a chance de construir uma existência autentica, e por isso a educação que tanto defende, deve ser a educação emancipadora, a educação que faz com que os homens sejam criador de suas próprias historias, com toda potencia humana desenvolvida de maneira igual, portanto este tipo de educação privaria por homens que adentra na realidade vivida de modo concatenado, atento, onde outro homem não consegue subjugar o outro, por que ambos tem a mesma instrução educacional, assim criando um vinculo de relação mais humana e digna, e Paulo é um educador que pensa as condições de ensino, dando para perceber em seus escritos, que há influencias de Marx e dos da escola de Frankfurt.
sábado, 17 de março de 2012
Cantico de dionisio destinada as mulheres.
Escreva o necessario e diga a verdade, considere os rumos, desate o nó, faça seu recalque, deslize em suas memorias, considere sua atitude e consequencia, viva, dance, busque, tente e seja o mais real e sensato na vida...saber todo mundo sabe, querer todo mundo quer, é mais facil tecer palavras do que fazer...pense, aja, seja, ame, cante e diga que a vida pode ser uma melodia com suingue saboroso, mesmo em saudade, sentir que esta viva, e poder dizer: amo minha vida, minhas escolhas!
quarta-feira, 7 de março de 2012
A linguagem e seu manifesto.
A linguagem é a expressão do mundo experênciada, sendo o mundo o berço de significações, sentido de todos sentidos e o solo de todos os pensamentos, assim o sentido surge da relação do sujeito falante com o mundo, porem a construção tradicional de conceitos tendiam a acreditar que seria possível descrever o mundo por idéias fixas exatas, com linguagem puras, sendo uma palavra, ou um nome correspondente a cada objeto (sendo algo exterior), idéia, porem isto não é possível já que o mundo não é (somente) aquilo que eu penso, mas aquilo que vivo, no qual comunico, tendo a palavra como expressão, sendo sempre significativa, logo não podendo ser reduzida como linguagem pura, o mundo existe antes mesmo das nossas analises e reflexões, sendo ela a fonte de todos os nossos pensamentos e de todas a nossas percepções , já que para alcançar o verdadeiro sentido do mundo, não devemos ater as analises e deixar reflexão se findar nela com uma linguagem “pura”, pois a reflexão é acontecimento, manifestando com verdadeira criação em que o mundo é dado ao sujeito (já que não é construção de conceitos), constituindo na leitura fenomenológica a concepção de que o sujeito e o objeto não pode ser dissociado, ou seja, o mundo e eu não pode ser separado, (por exemplo a questão de quando falamos a palavra céu, não esta somente no mundo, esta também em mim) e também não podemos reduzi-la a uma concepção cientifica, pois escapa a ela e ao meio da linguagem pura o conteúdo geral do mundo (o mundo dos fenômenos) , já que ele é algo vivo e que não pode ser congelado no tempo, para ser conceituado, o mundo é reduzido, assim aquilo que nos passa despercebido com a linguagem pura, ou seja aquilo que não é refletido, se faz necessário para que seja então alcançado (refletir o irrefletido), nisto vemos de certa forma uma critica ao pensamento kantiano, que limita a linguagem e as suas formas de expressão, diminuindo as potencialidades de expressar a vida de maneira mais rica e intensa.
Portanto a linguagem tem uma dimensão expressiva, cria novas significações, revelando o modo de ser do sujeito no mundo e com os outros, tomando consciência do mundo, participando das coisas que se vê, iniciando um conhecimento da realidade através da linguagem, pois linguagem é uma realidade falante que a cada instante se inova, não sendo um sistema fechado, assim tendo a relação da palavra e corpo, como abertura para o mundo, desvelando, traduzindo o mundo fenomênico na sua existência concreta, pois isto só é possível com o contato direto com o mundo, retornando ao mundo da experiência,ao mundo da vida, assim descrevendo as coisas do mundo.
Portanto a linguagem tem uma dimensão expressiva, cria novas significações, revelando o modo de ser do sujeito no mundo e com os outros, tomando consciência do mundo, participando das coisas que se vê, iniciando um conhecimento da realidade através da linguagem, pois linguagem é uma realidade falante que a cada instante se inova, não sendo um sistema fechado, assim tendo a relação da palavra e corpo, como abertura para o mundo, desvelando, traduzindo o mundo fenomênico na sua existência concreta, pois isto só é possível com o contato direto com o mundo, retornando ao mundo da experiência,ao mundo da vida, assim descrevendo as coisas do mundo.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Dos Pré-socráticos aos Sofistas
Os pré-socráticos, no qual podemos denominar de um conjunto dos primeiros pensadores da filosofia grega, se caracteriza por encontrar pela via racional, um dos problemas mais contundentes e enigmáticos da vida, que é o da origem e essência do mundo e de tudo que existe. Os primeiros filósofos se perguntavam sobre uma realidade fundamental do universo, ou seja, uma realidade originaria, dando origem a tudo que existe e também subsistência a todas elas e cabendo ser o Omega (fim) de tudo, assim se questionando sobre a phisis, a arché, observou tudo a sua volta e chegaram a uma resposta, no entanto cada um, através da observação e provavelmente do ambiente ao qual estavam inseridos chegaram com respostas sobre o sustentáculo de tudo, pôr cada uma de modo particular, a começar pelos milesianos, tales o primeiro filosofo nos irá propor que tudo prove da água, seu discípulo Anaximandro irá refutar seu mestre dizendo que a água já é derivada e que a arché é o aperion o ilimitado e que a transformação de tudo começa pela injustiça e termina pela justiça no qual irá compensar toda a injustiça ocorrida durante o tempo de existência. Anaxímenes nos propõem uma nova idéia em relação à phisis, sendo a arché o ar, assim colocado como algo definido e ao mesmo tempo ilimitado conciliando a tentativa dos dois primeiros pensadores e de forma mais lógica que seu mestre nos propõe a causa de todas as coisas pela rarefação e pela condensação, sendo que pela rarefação se originara o fogo e a condensação a água, a terra e assim sucessivamente toda a matéria sólida. Empédocles outro pré-socrático irá fazer uma síntese das idéias acima, posto que as coisas não derivem apenas de um, mas de quatro elementos que eram a água, ar, terra e fogo. Pitágoras colocará a origem de tudo, não provindo de um principio material e sim do numero, sendo que este fundamento não se toca, mas intuído pela nossa inteligência, posto o filosofo a observar através da musica que os sons diferentes das cordas de um instrumento de corda se devem aos seus cumprimentos e a suas grossuras, assim tendo uma harmonia e no que se pode pensar o porquê essa tese pitagorica revolucionou o modo de pensar, pois se os números governam a musica, logicamente ela estaria por trás de todas as coisas, assim promovendo uma ordem (cosmos), desse modo ele foi o primeiro pensador a colocar as coisas materiais na dependência de algo imaterial.
Heráclito, da mesma escola dos jônios, irá propor que tudo é um constante devir, e para ele a arché é o fogo, pois este se encontra em constante transformação, e sendo assim também as demais coisas, sendo que a única coisa que não muda é que tudo muda, e a única coisa que é ilusão é o imóvel, Parmênides nos irá propor o contrario de que a única ilusão é o movimento, ele de certa forma irá revolucionar o modo de pensar, pois os demais pré-socráticos (assim dentro desta breve reflexão) haviam pesquisado a respeito do cosmos e de seu principio originário, agora o foco deste filosofo esta no caminho para se chegar ao saber, e através deste ele nos ira propor que só existe o ser, sendo este idêntico a si mesmo, imóvel, atemporal. Heráclito e Parmênides são discutidos na corrente filosófica até hoje, pois nos deixa um legado muito rico. O que também se pode ressaltar é que o mundo visível serviu como ponto de partida para as primeiras indagações filosóficas, posto a importância do conhecimento. No entanto no século V a política exigirá que a democracia (época de ouro deste sistema) então vigente na polis, faca com que os polites tenham a arte de convencer os cidadãos, pois a persuasão faria toda a diferença. Os sofistas entram em cena, mudando o foco da filosofia, da natureza para antropologia, sendo que a busca do conhecimento da verdade não é mais a meta, passando a ser a retórica, o convencimento, a arte da linguagem o predomínio dos sofistas, pois para eles não existia uma verdade absoluta, dando importância ao mundo sensível, tratarão de ensinar os cidadãos em troca de dinheiro, pois a retórica tinha o poder de dar gloria, fama, aplausos e nisto se funda todo trabalho sofista, e estes receberão muitas criticas dos filósofos contemporâneos como Sócrates, definindo a retórica sofista como uma ação sem rigor, assim diz Fernanda Cury (Sócrates, 2006, pg. 39):
“Para substituir a justiça, a ciência filosófica que conhece a própria idéia de bem (...) usam a retórica (...), mas não conhecem o objeto em si e por si mesmos, não os conhecem de maneira essencial, não são capazes de relacionar cada um dos seus fenômenos a uma causalidade e dar assim a razão, o logos do corpo e da alma”. (Coleção iluminados da humanidade)
Assim os sofistas, os primeiros professores romperam com a busca conhecimento absoluto, introduzindo na filosofia a questão do relativismo do saber. Para eles o conhecimento se constrói na perspectiva pessoal de cada individuo. Os principais sofistas de grande nome desta época são Protágoras e Gorgias, este nega todo tipo de verdade objetivo, sendo que a mente chega a resultados diferentes da realidade, o que também se vê é que esta época é propicia para os sofistas, mestres da retórica, o convencimento se torna fundamental para o rumo da polis. De certa forma estes oradores profissionais, faziam com que houvesse manipulação através do convencimento, corrompendo todo o sistema democrático, por isso Sócrates e Platão irão combater o sistema sofista, considerando estes como falsos sábios, em troca de dinheiro ensina a arte da linguagem, a peso de ouro, não tanto a virtude, mas sim, muito mais, a virtude da palavra, sem base racional.
Heráclito, da mesma escola dos jônios, irá propor que tudo é um constante devir, e para ele a arché é o fogo, pois este se encontra em constante transformação, e sendo assim também as demais coisas, sendo que a única coisa que não muda é que tudo muda, e a única coisa que é ilusão é o imóvel, Parmênides nos irá propor o contrario de que a única ilusão é o movimento, ele de certa forma irá revolucionar o modo de pensar, pois os demais pré-socráticos (assim dentro desta breve reflexão) haviam pesquisado a respeito do cosmos e de seu principio originário, agora o foco deste filosofo esta no caminho para se chegar ao saber, e através deste ele nos ira propor que só existe o ser, sendo este idêntico a si mesmo, imóvel, atemporal. Heráclito e Parmênides são discutidos na corrente filosófica até hoje, pois nos deixa um legado muito rico. O que também se pode ressaltar é que o mundo visível serviu como ponto de partida para as primeiras indagações filosóficas, posto a importância do conhecimento. No entanto no século V a política exigirá que a democracia (época de ouro deste sistema) então vigente na polis, faca com que os polites tenham a arte de convencer os cidadãos, pois a persuasão faria toda a diferença. Os sofistas entram em cena, mudando o foco da filosofia, da natureza para antropologia, sendo que a busca do conhecimento da verdade não é mais a meta, passando a ser a retórica, o convencimento, a arte da linguagem o predomínio dos sofistas, pois para eles não existia uma verdade absoluta, dando importância ao mundo sensível, tratarão de ensinar os cidadãos em troca de dinheiro, pois a retórica tinha o poder de dar gloria, fama, aplausos e nisto se funda todo trabalho sofista, e estes receberão muitas criticas dos filósofos contemporâneos como Sócrates, definindo a retórica sofista como uma ação sem rigor, assim diz Fernanda Cury (Sócrates, 2006, pg. 39):
“Para substituir a justiça, a ciência filosófica que conhece a própria idéia de bem (...) usam a retórica (...), mas não conhecem o objeto em si e por si mesmos, não os conhecem de maneira essencial, não são capazes de relacionar cada um dos seus fenômenos a uma causalidade e dar assim a razão, o logos do corpo e da alma”. (Coleção iluminados da humanidade)
Assim os sofistas, os primeiros professores romperam com a busca conhecimento absoluto, introduzindo na filosofia a questão do relativismo do saber. Para eles o conhecimento se constrói na perspectiva pessoal de cada individuo. Os principais sofistas de grande nome desta época são Protágoras e Gorgias, este nega todo tipo de verdade objetivo, sendo que a mente chega a resultados diferentes da realidade, o que também se vê é que esta época é propicia para os sofistas, mestres da retórica, o convencimento se torna fundamental para o rumo da polis. De certa forma estes oradores profissionais, faziam com que houvesse manipulação através do convencimento, corrompendo todo o sistema democrático, por isso Sócrates e Platão irão combater o sistema sofista, considerando estes como falsos sábios, em troca de dinheiro ensina a arte da linguagem, a peso de ouro, não tanto a virtude, mas sim, muito mais, a virtude da palavra, sem base racional.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Porque a sabedoria é o conhecimento das causas?
Porque é na sabedoria que encontramos as causas, não uma causa aparente que deixa duvidas, que não esclarece a verdade, ao contrario é a causa por ela mesma, que não deixa no caminho percorrido duvidas, e encontramos na sabedoria o saber supremo, firmando o conhecimento e si mesmo, sendo na sabedoria que as outras ciências adquirem sua busca. A sabedoria tem a realidade da realidade no seu âmago e assim detêm o saber das causas primeiras que deriva toda a realidade, enquanto as ciências focam em um determinado ramo empírico, a visão da sabedoria é um todo e não parte (como cabe de interesse as variadas ciências) desse todo, porque sabe onde é o ponto de partida (ou causa), logo saberá dos meios e fins no qual se destina a trajetória da realidade.
Porque a filosofia pode ser considerada a ciência (ou conhecimento) da verdade?
Porque ela buscará o que as outras ciências e formas de conhecimento ainda não buscou, aperfeiçoando cada vez mais para esclarecer, entender e decifrar enigmas que outras ciências não teve ousadia (até então) de buscar (devido ao limite daprópria ciências particulares que enxergam no horizonte um fim, enquanto para o olhar filosófico este mesmo horizonte é sempre o ponto de partida de onde se parou), pois a filosofia tem o papel de desbanalizar o banal, saindo das verdades aparentes (crenças e opiniões) e indo para alem do proposto pelas demais formas de conhecer, buscando o fundamento que condiciona a realidade em si, ou seja a verdade, sendo rigidamente buscada pelas perguntas que permeiam a inquietude do pensador. Um exemplo é a medicina que cuida do corpo doente, que estudando os porquês das doenças tem por finalidade a busca do tratamento e isso basta para sua linha de investigação, agora no campo da filosofia é uma olhar alem do que essa ciência (medicina) vê, buscando o que é o ser, o sentido que envolve sua vida psíquica, corporal, existencial...ou seja, percorre todo caminho e não uma parte dela somente, como faz as demais ciências, sendo a pesquisa filosófica mais demorada ante as questões que cercam as perguntas.
Porque Aristóteles considera a filosofia a ciência do ser?
Ela é para Aristóteles a ciência das causas, pois é a única que estuda o ser enquanto ser, que reformula a noção do ser, sendo o ser análogo, dotado de diferentes sentidos, que concerne as varias categorias por ele proposto, sendo a filosofia a única capaz de desbravar o ser em sua totalidade dito de varias maneiras, e essa variedade encontra-se completo no conhecimento filosófico que tem único e exclusivamente o objetivo de conhecer.
O que significa dizer que “o ser tem muitos significados”?
Significa que o ser a partir do conhecimento sensível sempre mostra o individual e o concreto, de forma indutiva onde os conceitos não são “idéias transcendentes”e sim um fundamento que simplifica determinada categoria de ser dentro da realidade que encontra-se num único mundo (contribuindo e resolvendo as lacunas deixados pelos filósofos antigos até Platão) e salvando a genuinidade de cada ser, partindo do conceito universal, surgindo uma atividade intelectual para a particularidade das variáveis dos seres, classificando de maneira ampla os detalhes de cada ser.
Porque é na sabedoria que encontramos as causas, não uma causa aparente que deixa duvidas, que não esclarece a verdade, ao contrario é a causa por ela mesma, que não deixa no caminho percorrido duvidas, e encontramos na sabedoria o saber supremo, firmando o conhecimento e si mesmo, sendo na sabedoria que as outras ciências adquirem sua busca. A sabedoria tem a realidade da realidade no seu âmago e assim detêm o saber das causas primeiras que deriva toda a realidade, enquanto as ciências focam em um determinado ramo empírico, a visão da sabedoria é um todo e não parte (como cabe de interesse as variadas ciências) desse todo, porque sabe onde é o ponto de partida (ou causa), logo saberá dos meios e fins no qual se destina a trajetória da realidade.
Porque a filosofia pode ser considerada a ciência (ou conhecimento) da verdade?
Porque ela buscará o que as outras ciências e formas de conhecimento ainda não buscou, aperfeiçoando cada vez mais para esclarecer, entender e decifrar enigmas que outras ciências não teve ousadia (até então) de buscar (devido ao limite da
Porque Aristóteles considera a filosofia a ciência do ser?
Ela é para Aristóteles a ciência das causas, pois é a única que estuda o ser enquanto ser, que reformula a noção do ser, sendo o ser análogo, dotado de diferentes sentidos, que concerne as varias categorias por ele proposto, sendo a filosofia a única capaz de desbravar o ser em sua totalidade dito de varias maneiras, e essa variedade encontra-se completo no conhecimento filosófico que tem único e exclusivamente o objetivo de conhecer.
O que significa dizer que “o ser tem muitos significados”?
Significa que o ser a partir do conhecimento sensível sempre mostra o individual e o concreto, de forma indutiva onde os conceitos não são “idéias transcendentes”e sim um fundamento que simplifica determinada categoria de ser dentro da realidade que encontra-se num único mundo (contribuindo e resolvendo as lacunas deixados pelos filósofos antigos até Platão) e salvando a genuinidade de cada ser, partindo do conceito universal, surgindo uma atividade intelectual para a particularidade das variáveis dos seres, classificando de maneira ampla os detalhes de cada ser.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Refletindo a Ideologia alemã de Marx. (Breve reflexão)
Tudo que encontramos ao redor não é algo eterno e sim produto da produção e do estado social, e que as idéias mudam se a materialidade envolto a cada momento histórico mude, como por exemplo a América de hoje com a de 500 anos atrás onde as cidades mudaram, a predominância econômica, os escravos...(devido ao dado momento histórico).
Os problemas filosóficos acabam se reduzindo os fatos empíricos, onde o caminho se faz na terra, no agora, como ponto de partida e não começando no céu, no imaginário. Sendo agricultura, comercio e a indústria o dínamo para que as ciências caminhem, pois as finalidades dos pressupostos científicos caminham para os meios de produção e consumo, e o mundo que vemos é a criação material do homem que modifica a natureza a todo instante e isto é o que distingue o homem dos demais seres naturais, dessa ousadia, desse inconformismo que aos poucos o homem transforma e aglomera, e quando dois querem a mesma coisa, o conflito se instala, tanto macro como micro mudanças, modificando todo ao redor, reambientando, colocando nome aos bois, e caracterizando qual é a regra do jogo social imposto pelo novo fenômeno social.
Sendo a consciência a aposteori , o clímax só é possível com as palavras que servem de ponte para inferência, e que só subsiste enquanto o ser é social.
E a divisão do trabalho começa na origem da propriedade tribal, com a divisão de sexo, depois pelas peripécias físicas (resistência, forca) e neste momento a consciência trabalha para necessidade básica da tribo. Em um devido tempo a consciência aguça de modo preponderante fluindo para alem do que se vê (surge a filosofia, teologia e moral) e também a distinção entre opressor e oprimido (que surge dentro do contexto ideológico) e a mudança na vida produtiva ocorre, e a desigualdade é visível.
Um detêm a propriedade, outro acata as ordens de um jogo novo ate então, e como diz Rousseau que o inicio da sociedade e o fundador foi aquele que cercou determinado território e disse “isso é meu!”e com toda certeza pessoas humildes foram enganadas por palavras fantasiosas que ludibriou suas mentes e fez da desigualdade imperador.
No entanto em um determinado momento, o oprimido “acorda” e exige seus direitos, assim a luta de classes dando formas a historicidade de um dado momento.
No comunismo a produção é controlada, as classes são iguais (e portanto não existe classes) e que se confundem os diferentes num jogo harmonioso, reduzindo a lei da oferta e procura a nulidade, e que o capitalismo é a individualização atuando sobre outras individualidades (como banquetes de hipócritas) e a mudança ocorre quando a massa faca com que aja luta de classes (inegavelmente), assim abalando o sistema desigual e favorecendo um equilíbrio de classes, que só é possível no comunismo, porem só sendo realizável se todos conhecerem a realidade do materialismo histórico, não deixando se levar por falsas representações da consciência alheia.
Assim a mudança pratica só é possível uma revolução com base na realidade, que destrói ideologias fundadas no consciente, fazendo com que a transformação seja concreta e que há lugar, desde que aja movimento de transformação no agir.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
As lutas de classes
O que Marx mostra na historia é de que ela só ocorre devido a um grande acontecimento, ou melhor dizendo, a uma luta de classes, o grito dos oprimidos contra a soberania do explorador.
No sistema capitalista não é diferente e como a própria historia se tornando um movimento abrupto, inconstante dependente do calor do momento histórico que é o estopim da dominação, assim o capitalismo antes de tudo teve que gritar ao seu opressor feudal, pois na época do sistema feudalista era a primazia e o capitalismo apenas gatos pingados de burgos que queriam a liberdade de produzir e por conseqüência consumir.
O feudalismo de certa forma mascarava a exploração dos senhores e servos, com o objetivo de proteger o vassalo e que toda moral da idade media transparece entre servir o senhor e que os sofrimentos serão recompensados em um futuro vindouro. E com isso o crescimento era abortivo neste sistema e que o ar rural asfixiava o pequenos burgos que queriam uma mudança capaz de fazer com que houvesse caminhos para que todos tivessem o direito de auferir lucro, desde que se tenha concorrência, que mostre a todos quem será mais cedo ou mais tarde o opressor e o oprimido, e assim o nascente capitalismo mostra sem nenhum receio de que a exploração é posta sem mascaras e que só conseguiram explorar aquele que saiba multiplicar os meios e que se faca com que a massa aceite o que ele impõem.
O capitalismo derrubará o então asfixiado sistema feudal que não resistira a ideologia burguesa de desenvolvimento, onde a concorrência é selvagem e que a realidade distingue o burguês do proletariado. A mudança das cidades, o êxodo dos camponeses para o progresso urbano, as grandes navegações, novos consumidores, a interdependência dos paises, o consumismo sem precedentes, são sintomas do recém senhor: o capitalismo.
Postos em pratos limpos que a luta entre os pequenos burgueses e os senhores feudais, os burgos venceram agora a dominação é outra, o que antes não tinha voz, agora é senhor, o opressor, o que dita as regras e no lado oposto o proletariado que presta serviços aos detentores dos meios de produção e o que irá fazer com que aja a diferença é a desigualdade de distribuição do valor, do capital, auferido na produção por mãos distintas pois o detentor dos meios de produção irá claramente explorar a mão de obra e sendo que o proletariado aceita, pelo fato de que o contingente de sua classe é massificante, assim a mais valia é imposto e que a lei do mercado, da oferta e procura resume o jogo capitalista.
No entanto como no decorrer da historia, as lutas de classes não cessam, o proletariado luta cotidianamente pelos seus direitos, o oprimido buscando maior flexibilidade e que há dois caminhos: continua imposição dos burgueses ou igualdade entre as classes. Isso pode até soar como utopia, mas não é, pois a historia não é constante e que ela muda no decorrer das lutas entre classes étnicas, sexual, econômica, cultural e política, porem só é possível a mudança com audácia, conhecimento e persistência, porque revoluções são sintomas patológicos que nos mostra uma tentativa brusca de forjar o que só pode moldar com as circunstancias e que assim é que se faz historia.
Marx nos mostra que a necessidade faz com que o pensamento surja para solucionar o problema, ou seja, primeiro a realidade, depois o pensar, e que a sociedade é caracterizada por uma determinada organização das relações de produção. A partir deste dado momento em que a relação se estabelece, há disputas de interesses materiais e assim se constrói a historia nesse constante conflito.
Os valores se adequam a necessidade material e que as ideologias são postas contrastando muitas vezes com a realidade que o dilapida, como exemplo o socialismo utópico do real, que se diferenciou no dia-a-dia na Rússia (URSS) com o pano de fundo socialista onde o proletariado estava no poder, no entanto uma realidade antagônica, de contradição, onde o líder oprimia em nome da manutenção do poder e da garantia social. Acabou com as igrejas, mas os lideres soviéticos se fizeram deuses, acabou com liderança monárquica porem o cheiro continuou o mesmo, só mudando o uniforme e o proletariado? Este se instrui a até o comando de Lênin o socialismo era possível, depois de sua morte Stalin a fez do seu modo.
Isso é um exemplo de uma idéia que não foi levada fielmente e que a realidade fez das idéias sociais um forjamento abrupto, porem Marx ele sabia que uma mudança se exige tempo, sabendo dissecar o capitalismo, mostrando com ele funcionava (e funciona) e nos dando rotas para que (de acordo com a historia que é a luta de classes) a mudança fosse para melhor, mas não soubemos utilizar as idéias marxista da maneira certa e que nos cabe aliar o bom do capitalismo com o ideário marxista.
No sistema capitalista não é diferente e como a própria historia se tornando um movimento abrupto, inconstante dependente do calor do momento histórico que é o estopim da dominação, assim o capitalismo antes de tudo teve que gritar ao seu opressor feudal, pois na época do sistema feudalista era a primazia e o capitalismo apenas gatos pingados de burgos que queriam a liberdade de produzir e por conseqüência consumir.
O feudalismo de certa forma mascarava a exploração dos senhores e servos, com o objetivo de proteger o vassalo e que toda moral da idade media transparece entre servir o senhor e que os sofrimentos serão recompensados em um futuro vindouro. E com isso o crescimento era abortivo neste sistema e que o ar rural asfixiava o pequenos burgos que queriam uma mudança capaz de fazer com que houvesse caminhos para que todos tivessem o direito de auferir lucro, desde que se tenha concorrência, que mostre a todos quem será mais cedo ou mais tarde o opressor e o oprimido, e assim o nascente capitalismo mostra sem nenhum receio de que a exploração é posta sem mascaras e que só conseguiram explorar aquele que saiba multiplicar os meios e que se faca com que a massa aceite o que ele impõem.
O capitalismo derrubará o então asfixiado sistema feudal que não resistira a ideologia burguesa de desenvolvimento, onde a concorrência é selvagem e que a realidade distingue o burguês do proletariado. A mudança das cidades, o êxodo dos camponeses para o progresso urbano, as grandes navegações, novos consumidores, a interdependência dos paises, o consumismo sem precedentes, são sintomas do recém senhor: o capitalismo.
Postos em pratos limpos que a luta entre os pequenos burgueses e os senhores feudais, os burgos venceram agora a dominação é outra, o que antes não tinha voz, agora é senhor, o opressor, o que dita as regras e no lado oposto o proletariado que presta serviços aos detentores dos meios de produção e o que irá fazer com que aja a diferença é a desigualdade de distribuição do valor, do capital, auferido na produção por mãos distintas pois o detentor dos meios de produção irá claramente explorar a mão de obra e sendo que o proletariado aceita, pelo fato de que o contingente de sua classe é massificante, assim a mais valia é imposto e que a lei do mercado, da oferta e procura resume o jogo capitalista.
No entanto como no decorrer da historia, as lutas de classes não cessam, o proletariado luta cotidianamente pelos seus direitos, o oprimido buscando maior flexibilidade e que há dois caminhos: continua imposição dos burgueses ou igualdade entre as classes. Isso pode até soar como utopia, mas não é, pois a historia não é constante e que ela muda no decorrer das lutas entre classes étnicas, sexual, econômica, cultural e política, porem só é possível a mudança com audácia, conhecimento e persistência, porque revoluções são sintomas patológicos que nos mostra uma tentativa brusca de forjar o que só pode moldar com as circunstancias e que assim é que se faz historia.
Marx nos mostra que a necessidade faz com que o pensamento surja para solucionar o problema, ou seja, primeiro a realidade, depois o pensar, e que a sociedade é caracterizada por uma determinada organização das relações de produção. A partir deste dado momento em que a relação se estabelece, há disputas de interesses materiais e assim se constrói a historia nesse constante conflito.
Os valores se adequam a necessidade material e que as ideologias são postas contrastando muitas vezes com a realidade que o dilapida, como exemplo o socialismo utópico do real, que se diferenciou no dia-a-dia na Rússia (URSS) com o pano de fundo socialista onde o proletariado estava no poder, no entanto uma realidade antagônica, de contradição, onde o líder oprimia em nome da manutenção do poder e da garantia social. Acabou com as igrejas, mas os lideres soviéticos se fizeram deuses, acabou com liderança monárquica porem o cheiro continuou o mesmo, só mudando o uniforme e o proletariado? Este se instrui a até o comando de Lênin o socialismo era possível, depois de sua morte Stalin a fez do seu modo.
Isso é um exemplo de uma idéia que não foi levada fielmente e que a realidade fez das idéias sociais um forjamento abrupto, porem Marx ele sabia que uma mudança se exige tempo, sabendo dissecar o capitalismo, mostrando com ele funcionava (e funciona) e nos dando rotas para que (de acordo com a historia que é a luta de classes) a mudança fosse para melhor, mas não soubemos utilizar as idéias marxista da maneira certa e que nos cabe aliar o bom do capitalismo com o ideário marxista.
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